Os Psicopatas leves

Tava surfando pela net… fazendo minhas leituras constantes e diárias quando li o texto que lhes apresento logo abaixo. Achei um bocado interessante… e não sabia que realmente existisse algo patológico assim!! Leiam com atenção a prestem atenção se não conhecem alguém assim! hehehehe

Quem não conhece um “leve” psicopata? Depois de ter lido o livro “Mentes Perigosas”, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, você vai ver que conhece, e muitos!

Eles são narcisistas, egocêntricos. Pensam muito e sentem pouco. Tomam decisões a partir de como podem ser beneficiados com prazer, auto-satisfação, poder, status e diversão.
Além de terem o prazer no “errado”, isto é, de nadar contra a corrente, facilmente se ofendem e tornam-se violentos, pois não suportam contrariedades. São sempre vítimas.

Intolerantes ao tédio ou a situações rotineiras, os psicopatas buscam situações que possam mantê-los em um estado permanente de alta excitação. Por isso, evitam atividades que demandam grande concentração por longos períodos. Compromissos e obrigações nada significam para eles.

Naturalmente, pessoas assim não são confiáveis. Eles mentem, manipulam e chantageiam sem a menor dificuldade. Inteligentes, manipuladores, especializados no assédio psicológico, sabem convencer os outros. Eles conhecem as fraquezas alheias, apesar de não serem capazes de sentir o que os outros sentem.

Um dado importante: todo psicopata, de grau mais leve ou mais alto, tem consciência de seus atos, mas não sente a dor que causa nos outros, porque simplesmente seu cérebro não funciona assim.

Vamos compreender isso melhor. A grande maioria dos seres humanos é formada de empáticos: o sofrimento alheio provoca dor neles mesmos, o que os leva a tentar ajudar seus semelhantes. Ajudar o outro é uma forma de aliviar a dor que este lhes causa. Desta forma, nosso cérebro nos leva a ter comportamentos que garantem a harmonia social.

De modo simples e didático, podemos resumir nosso cérebro em duas importantes áreas: o sistema límbico (a sede das emoções) e o lobo frontal (sede do raciocínio).

Uma pessoa empática é capaz de ter ações compassivas e socialmente adequadas pois, como seu sistema límbico é ativado por emoções básicas, como raiva e medo, ele envia sinais para o lobo frontal onde são ativadas as áreas responsáveis pelos aspectos cognitivos – frios e racionais, assim como o julgamento moral.

Estudos comprovam que 4% da população mundial sofre de um déficit nos circuitos do sistema límbico, que deixa de transmitir, de forma correta, as informações para que o lobo frontal possa desencadear comportamentos adequados.
Ou seja, chegam menos informações do sistema afetivo para o centro executivo do cérebro. Assim, o lobo frontal, sem dados emocionais, prepara um comportamento lógico e racional, mas desprovido de afeto. Por isso, eles têm consciência de seus atos, mas não sentem a dor que causam nos outros!

Desta forma, os psicopatas não sentem medo nem ansiedade: parecem imunes ao estresse. Permanecem calmos em situações que fariam muitas outras pessoas entrar em pânico. São indiferentes à ameaça de punição. Eles têm até dificuldade de reconhecer medo e tristeza nos rostos e nas vozes das pessoas.

Uma vez que admitimos que uma pessoa é assim, biologicamente incapaz de se responsabilizar por suas ações, ficamos atônitos. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, estas pessoas nascem assim e irão morrer assim. Então, desista de querer mudá-los!
Mas, como lidar com eles?
Como sentir compaixão por estas pessoas capazes de ferir e destruir a vida de tantas outras pessoas?

Tenho pensado bastante sobre isso. Em primeiro lugar, creio que seja importante admitirmos que certas pessoas são mesmo assim. Não precisamos rotulá-las de psicopatas, associando-as com pessoas criminosas e intencionalmente agressivas. Apenas reconhecer que certas pessoas são mesmo um pouco assim.

Um pouco é um dado relevante. Reconhecer este pouco já vai nos ajudar muito! Pois passaremos a investir nos relacionamentos com uma moeda de troca mais real e coerente.

Por exemplo, quando alguém nos mantém refém de suas promessas. Parece que o melhor está sempre por vir e que cabe a nós, tão somente a nós mesmos, saber conter nossa ansiedade, nos responsabilizarmos pelos danos da espera e “confiar neles”.

Como pessoas empáticas, não somos impulsivos. Mas, quando as promessas revelam-se mecanismos de controle para manter a situação vigente, devemos abrir os olhos!
Nestes casos, segue aqui um conselho: não confunda o que uma pessoa diz ter para oferecer, com ela mesma. Sua capacidade de realizar o que diz não é real!

Portanto, a primeira coisa a fazer é ajustar a intenção com que as promessas são reveladas, com a realidade concreta dos fatos. Uma vez recuperada a lucidez de nossa real situação, temos que nos preparar para olhá-la sob uma nova perspectiva. Como diz o velho ditado: “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

Pare e reflita. Você está sendo refém de alguma promessa manipuladora? Caso a resposta seja sim, calma.
Mesmo consciente de sua limitação, será preciso ir aos poucos. Procure ajuda daqueles que souberam reconhecer e superar relacionamentos semelhantes. Uma vez livres de tal jogo sedutor, poderemos ter compaixão por eles. Mas, antes disto, é preciso nos curar.

Lembre-se, eles não mudam e não será você que irá provar o quanto é boa e capaz ao tentar mudá-los!

Bel Cesar é terapeuta.

4 Respostas para “Os Psicopatas leves”


  1. 1 mark 02/11/2009 às 14:28

    A ciência ocidental afirma que pode provar muita coisa porém na prática pouca coisa é realmente provada.

    Evolução da espécies, big bang, nada disto pode ser realmente provado , calcula-se através de conjunturas que é verdade.

    Isaac newton o maior cientista ocidental tem erro em 90% das coisas que ele afirmou ser veridico.

    Um dos mitos modernos da ciência ocidental é o pisicopata e a pisicopatia, esse mito serve pra vender livros e fazer filmes americanos em hollywood.

    Na prática realmente pouca coisa é comprovada cientificamente, eles nem se quer sabem a diferença do pisicopata mais pacato para um que efetivamente corta pedaços do corpo de uma pessoa com uma faca.

    Existe muito chutometro também, como o mito de que o pisicopata não sente medo, ansiedade e emoções, o que não é veridico, se o pisicopata não sentisse medo, quando um policial apontasse a arma pra ele , ele iria pra cima do mesmo, ao contrario as pessoas com pisicopatia custumam erguer suas mãos para o alto e se render, repare no caso do rapaz (com pisicopatia) que matou a namorada de 15 anos como ele tremia negociando com a policia com medo de sair do apartamento a qual terminou matando a garota.

    Ja sabendo que muita coisa é no chute e sem comprovação cientifica e sim atraves de conjunturas e tradições, uma nova leva de estudos(2008/2009) muda completamente o que se pensava sobre as pessoas com pisicopatia, os famosos pisicopatas, vamos ao resultado destes estudos :

    - Deficit de atenção, em vez da incapacidade de sentir emoções.
    - Novos estudos sobre imagens cerebrais encontraram anormalidades na amígdala cerebral, região que processa medos e demais emoções, portanto invés de “não sentir medo” eles são “emocionalmente superficiais”.
    - Os novos pesquisadores colocaram um dispositivo que mede a intensidade das piscadas em cada prisioneiro –uma indicação da forma como sentem medo– e posicionaram uma tela à frente deles.
    Os temas de tarefas eram dados em letras verdes ou vermelhas que piscavam na tela –um choque elétrico seguia-se, algumas vezes, às letras vermelhas, mas nunca às letras verdes.
    Quando instruídos a apertar botões para indicar se as letras eram verdes ou vermelhas, os indivíduos com características marcantemente psicopatas vacilaram na resposta às letras vermelhas do mesmo modo que outros presos hesitavam.

    Entretanto, quanto eles foram orientados a indicar se as letras eram maiúsculas ou minúsculas, os prisioneiros psicopatas nem sequer pestanejaram ao ver as letras vermelhas, enquanto os outros presos prosseguiram antecipando o choque leve.

    Isso sugere que os indivíduos psicopatas sentem medo tanto quanto qualquer outra pessoa, e só aparentam não ter medo porque têm grande dificuldade de prestar atenção em diferenciar o que é assustador e o que não é, observa o pesquisador(défcit de atenção).

    “Acho que isso demonstra que há alguma humanidade ali”, diz Hands. “A pesquisa contradiz a crença de que eles sejam robôs.” diz o pesquisador newman que conviveu com prisioneiros com pisicopatia.

  2. 2 O'neal 02/11/2009 às 19:37

    Tá…comfesso que após ler seu post, não resistir e coloquei no meu blg tb aHuAHuA.
    Possivelmente nós vivemos ao lado de inúmeros ”leves psicopatas”, mas não damos toda a atenção devida.
    Fez-me pensar.
    :*

  3. 3 O'neal 02/11/2009 às 19:43

    Ps: Confesso*
    (pressa)

  4. 4 Amanda Henriques 02/11/2009 às 22:50

    Os transtornos que a Psicologia estuda são complicados. Eu, por exemplo, quando leio um site que fala deles me identifico com quase todos. Rs* Acho que tudo é uma questão de intensidade, todo mundo é hiperativo às vezes, frio às vezes, emocionalmente superficial, às vezes… No fundo, todo mundo é transtornado e levemente psicopata. Se eu virar o pseudo-emo-serial-killer de Onde os Fracos não têm vez, procuro auxílio especializado.
    =*


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