O lado brilhante da depressão

O título, extraído da revista Época, chama atenção. Como assim o lado brilhante da depressão? Confesso que não fiquei assim tão pasmo… não que tenha estado depressivo, mas percebo que sempre que estou triste, produzo mais, sinto mais… é como se estivesse aberto às coisas do mundo que não conseguia captar, é muito interessante. Os meus melhores textos são escritos em momentos de tristeza… li em algum lugar que esse tal lado brilhante seria nada mais que um mecanismo do cérebro para nos tirar da tristeza… quando mais precisamos de boas ideias, de novas sacadas, o cérebro vai e nos dá… é quase uma compensação… coitado… ele tá triste, não quer fazer mais nada da vida… então deixa o cara mais sensível, põe umas idéias super maneiras na cabeça dele… vamos ver o que ele faz com isso!

A reportagem (bem curta) segue abaixo:

Os cientistas americanos Paul Andrews e J. Anderson Thomson escreveram esta semana para a revista Scientific American explicando o artigo The bright side of being blue: Depression as an adaptation for analyzing complex problems (O lado brilhante de estar triste: Depressão como uma adaptação para analisar problemas complexos, em uma tradução livre), publicado recentemente por eles no periódico científico Psychological Review. Para Andrews e Thomson, a depressão não é uma desordem mental, mas uma adaptação que, apesar de dificultar em vários aspectos a vida das pessoas que se encontram nesse estado, também traz benefícios.

“Isso não quer dizer que a depressão não seja um problema”, escreveram os pesquisadores na Scientific American. “Pessoas depressivas têm problemas em realizar atividades diárias, não conseguem se concentrar em seus trabalhos, tendem a se isolar, são letárgicas, e muitas vezes perdem a capacidade de sentir prazer em atividade como comer e fazer sexo”.

Mas mesmo com todos esses problemas, Andrews e Thomson acreditam que exista algo útil sobre a depressão: depressivos, os cientistas afirmam, pensam mais intensamente em seus problemas; ficam meditando sobre esses problemas e têm dificuldade em pensar sobre qualquer outra coisa. Segundo Andrews e Thomson, diversos estudos mostram que esse tipo de pensamento pode ser altamente analítico. “[Pessoas em depressão] demoram-se em um problema complexo, dividindo-o em componentes menores, que são considerados um de cada vez”, afirmam. “Esse estilo de pensamento analítico pode ser bastante produtivo”.

Andrews e Thomson afirmam ter encontrado evidências de que pessoas que ficam mais deprimidas enquanto resolvem um problema complexo em um teste de inteligência tiram notas maiores no teste; pessoas em depressão também resolvem mais facilmente dilemas sociais. Para eles, a possibilidade de “ligar” um estado de depressão parece ser uma habilidade importante, não apenas uma desordem ou um acidente, que serve para resolver um problema social complexo.

E aí? O que você acha? Há realmente um lado brilhante da depressão, ou depressão é uma merda e ponto final?

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