Perigos do amor romântico por Regina Navarro Lins

Gostaria de compartilhar com vocês um texto que li hoje no jornal O Dia. Gosto muito de ler os texto da Regina, embora não concorde com todas as suas visões… ela prega um amor mais livre, até mesmo por mais de uma pessoa e tudo mais… tá… é perfeito em teoria, mas para mim não cabe na prática… ainda sou velho e romântico =P

De qualquer forma, aí segue o texto:

Certa vez, uma amiga me descreveu seu namorado como inteligente, culto, gentil, bonito. Dizia ter encontrado a “pessoa certa”. Foi enorme a surpresa que tive ao conhecê-lo. Na realidade, ele não correspondia a nenhuma das características que ela lhe atribuiu, pelo contrário, era o oposto de tudo.

O amor romântico não é apenas uma forma de amor, mas todo um conjunto psicológico — ideais, crenças, atitudes e expectativas. Essas idéias coexistem no inconsciente das pessoas e dominam seus comportamentos, determinando como devem sentir e reagir. Ele não é construído na relação com a pessoa real, e sim sobre a idealização que se faz dela. Mas a proposta é muito sedutora. Que remédio melhor para o nosso desamparo do que a sensação de nos completarmos na relação com o outro? A partir daí, surgem crenças equivocadas como: quem ama não sente tesão por mais ninguém; o amado deve ser a única fonte de interesse; todos devem encontrar um dia a “pessoa certa”. Mas por mais encantamento que cause num primeiro momento, ele se torna opressivo por se opor à nossa individualidade.

Assistimos a grandes transformações no mundo, e, no que diz respeito ao amor, o dilema atual se situa entre o desejo de simbiose — se fechar na relação com o parceiro — e o desejo de liberdade. Mas quando alguém alcança um estágio de desenvolvimento pessoal em que descobre o prazer de estar sozinho, se dá conta de uma profunda mudança interna.

Preservar a própria individualidade passa a ser fundamental, e a idéia básica de fusão do amor romântico, em que os dois se tornam um só, deixa de ser atraente. Por enquanto, não há dúvida de que desejar viver relações de amor fora do modelo romântico pode ser frustrante. As pessoas são viciadas nesse tipo de amor e fica difícil encontrar parceiros que já tenham se libertado dele. Mas acredito ser apenas uma questão de tempo.

Bonnie Kreps, cineasta canadense que escreveu um livro sobre o tema, diz que deixar o hábito de “apaixonar-se loucamente” para a novidade de entrar num tipo de amor sem projeções e idealizações também tem sua própria excitação.

É a mesma sensação de utilizar novos músculos, que sempre tivemos, mas nunca usamos por causa de nosso modo de vida. No entanto, ao começar a utilizá-los podemos fazer com nosso corpo coisas que antes nunca conseguimos. Para ela, os músculos psicológicos também existem e devemos olhar através da camuflagem do mito do amor romântico a fim de encontrá-los – e, então, ver com o que se parecerá o amor quando mais pessoas começarem a flexioná-los.

E vocês, o que acham disso?

26 Responses to “Perigos do amor romântico por Regina Navarro Lins”


  1. 1 flavio moura 10/02/2011 às 20:49

    pura inteligencia,forma revolucionaria de ver as relações amorasas
    eu gosto muito disso,meus parabéns!

  2. 2 Nelio Borges 08/03/2011 às 21:01

    As pessoas, na sua maioria, são muito tolas, e insistem confundir vida real com vida ideal.

  3. 3 Nanda Botelho 21/03/2011 às 11:05

    Concordo com a Regina, e já estou no exercício de amar livremente, não é fácil, largar hábitos e crenças, mas posso garantir que tem muita recompensa!

    Tenho tentado inspirar as pessoas a experimentar, mas é mais difícil ainda elas aderirem, o modelo vigente é muito sedutor, embora ilusório…

    Ah! Amar livremente não significa ser promíscuo… Nem sair transando com todo mundo, acho que é apenas aceitar as idas e vindas do sentimento como algo natural e seguir escolhendo aquilo que a gente realmente quer.

  4. 4 sheilacastropedagoga@gmail.com 23/03/2011 às 23:10

    Acredito que antes de “amar” alguém,temos que procurar dentro de nós a resposta sobre:o que é o amor? E tentar encontrar a resposta voltando-se para nós mesmos.Podemos ser felizes sim,sem ter que dividir a cama com ninguém.As relações de hoje estão tão falidas pelo simples fato de você depositar no outro o motivo de sua existência.

  5. 5 Jaime Roberto da C. Silva 23/05/2011 às 00:40

    Excelente artigo. Hoje as pessoas insistem em ser escravizadas por outras. Colocam a razão de viver, a felicidade, nas mãos de outros.
    Não sou a favor do “libera geral” nas relações sexo-afetivas, mas, concordo com a busca de um caminho que leve à maturidade afetiva tal que uma pessoa não fique escravo-emocional de outra.

  6. 6 Raquel Dutra Saldanha 17/06/2011 às 20:15

    Regina, você é a pessoa que traduz tudo aquilo que sempre pensei a respeito do amor romântico, mas que nunca consegui explicar. Obrigada!
    Sou tua fã!

  7. 7 sandra fagnani 13/07/2011 às 11:08

    Muito interessante, talvez não tenha lido, um texto que ‘caracterize’ o amor romântico. Parabéns.

  8. 8 Gld 29/08/2011 às 23:31

    Existem estudos científicos bem claros e densos que demonstram que as relações humanas entre homem e mulher ( que são a imensa maioria de casos) são as mais maduras e satisfatórias . Isto não depende somente de valores psicológicos e sociais, mas, entre outras coisas, é condicionante biológico . As outras manifestações – como estas dadas pela Dra Regina, são baseadas em “achismos” e não em dados sérios. Vc acham que manifestações de um cineasta possam ser consideradas como conhecimento cientifico? Que respostas em um site possam ter valor estatístico? Claro que não! Que achismos de um caso único que considera sexo como sujo seja a regra de uma sociedade? Que sinais de comportamento social podem ser achados em capas de revistas americanas que, na realidade, só falam aquilo que a sociedade vive (Newsweek), e não em dados de pesquisa cientifica seria? Enfim, pensemos que maior influencia talvez seja a de uma minoria que pensa assim e quer impor “cientificamente” suas vontades e vivências. Alias, alguém já perguntou à Dra Regina qual a sua preferencia ou seu estado conjugal, e por quê? Pense nisso…

  9. 9 Anônimo 30/08/2011 às 09:28

    Ontem assisti a Regina na TV aberta em entrevista com a Marilia. Sempre fui uma pessoa romântica, portanto, esperando sempre um amor assim, romântico. Sofremos várias influências na nossa vida. Por vário motivos que desconheço sou assim romântica. Mas nos últimos tempos, alguns comportamentos do meu companheiro tem me incomodado. Já não faço tanto por ele e quando faço, não é com o prazer que gostaria. Não quero perder meu romantismo, mas gostaria que os homens e, principalmente, o meu, tentasse interagir um pouco mais no universo feminino. Concordo com a Regina quando diz que uma relação tem que ser prazerosa e se não é assim, temos que procurar uma outra que seja.

  10. 10 Cláudia Cristina Petruci 30/08/2011 às 13:27

    Regina é uma profissional, estudiosa no assunto, busca reações plauzíveis de comportamentos, emoções e atitudes humanas através de instrumentos válidos como a pesquisa, estatísticas sérias que refletem fatos reais e prima explanar tais questões vislumbrando à maioria das pessoas e não`as exceções. É palestrante, sexóloga, ouve depoimentos de experiências e está atualizada no que tange este assunto tão amplo , delicado e polêmico.
    Ela não propriamente desvaloriza o casamento por amor, e sim, descortina a supervalorização deste amor romântico no sentido das expectativas humanas e suas consequentes frustrações. E, a vida mostra justamente estas consequências quando vemos pessoas perdendo sua individualidade, escravizando-se em nome deste suposto amor, ficando neuróticas, depositando ideais de felicidade no outro como alguém encantado que está lá para fazê-la feliz. Isto não é amor em construção e real , é ilusão e delírio que podem levar a crimes passionais, doenças psíquicas , etc, se levadas ás últimas consequências e não trabalhadas com muita reflexão e desconstrução de valores.
    Com isto, ninguém está falando em amor livre demais ( promíscuo), até porque o amor em si é livre e prazeroso,
    Regina não se pauta em ” achismos”, é uma pessoa séria e coerente, tem argumentos consistentes no que fala. Ao contrário, ela se pauta em fatos e estatísticas, e, sempre enfoca que em se tratando de um assunto complexo como este, há variações e que tudo depende do que cada um escolhe para viver melhor, de modo mais proveitoso, saudável , sendo que estas escolhas do que é o melhor consideram épocas, objetivos , individualidades e identificações nas relações. Ela disse claramente que conhece casais que se casaram por amor , vivem juntos há 30 anos e são fiéis como uma forma de vida na qual os dois se sentem felizes em viver desta forma, o que ela destaca apenas é que não tem que necessariamente ser deste modo, colocando a importância da autonomia de descobertas e decisões e não em escolhas estruturadas em convenções e condicionamentos culturais.
    O cineasta foi apenas um exemplo que ela citou e obviamente não está falando em estatísticas pautada NELE , mas na grande maioria das pessoas que associam sim o sexo casual como algo de menor valor, estabelecendo uma legitimidade de felicidade através do casamento sim. Ela é pesquisadora e não achista, merece respeito por seu trabalho reconhecidamente consciente e sério.
    Gostaria de entender qual a relação em se preocupar com o estado civil ou orientação sexual da pessoa Regina com seu trabalho. Por acaso, ser casada ou solteira a faz mais merecedora de credibilidade no que diz respeito ás suas teorias , trabalho, pensamentos e pesquisa?

  11. 11 Claudio Janyo 19/09/2011 às 22:06

    E faz todo o sentido!

  12. 12 Roberta 23/09/2011 às 18:05

    As idéias da Regina vem de encontro com que procuro para as minhas relações…Tenho tentado viver relações de uma maneira aberta onde logicamente também encontro dificuldades, por estar exercitando musculos, que nunca antes tinha usado, e sair do convencional, controlar sentimentos embultido a muito tempo não é facil…Nesse aspecto encontrar textos como os da Regina, esta me ajudando a conduzir a situação para que não caia na vulgaridade. E perceber que o tesão acontece de uma maneira simples e com naturalidade, não quero me culpa por estar com alguém em um relacionamento estavél, e sentir tesão por outras pessoas.

    Roberta Joanes

  13. 13 Marisa Ferreira 01/11/2011 às 23:32

    Regina,
    gostaria de saber e aprender como você se vive um relacionamento, sem haver envolvimento?
    De há fórmula, por favor me fale, pois sempre quando entro em um relacionamento me quebro todinha, sou muito româtica e isso atrapalha para ambos.

    Marisa

  14. 14 Egydio Colombo FIlho 11/01/2012 às 12:30

    A autora é audaciosa, polêmica, incompreendida.
    Pensamento libertário, contemporâneo. Dentro de nossa estrutura sócio-emocional ( inventei agora o termo…) conservadora e cheia de sentimentalismos e jogos emocionais de diversas naturezas que lidam com comparações, chantagens, medos e culpas, a proposta pode soar no mínimo assustadora.O problema penso eu reside no curto repertório mental que lida com os sentimentos e sensações dos seres humanos, pelo menos até agora. As novas tecnologias batem de frente com o conservadorismo. Há um longo caminho ainda a ser aberto e trilhado. Regina está nos ensinando a caminhar por ele.

  15. 15 Maisa 21/01/2012 às 12:45

    Acho muito difícil, quase impossível aceitar que o parceiro(a) transe com outras pessoas. A mágua que isto causa é infinita. O que vc me diz de uma mulher casada há 20 anos, enganar o marido saindo com garotos de programa, e ainda pagando com o dinheiro dele?

  16. 16 Anônimo 31/03/2012 às 16:46

    Bravo, Cláudia Cristina Petruci!!! Bravo!!!

  17. 17 Gustavo. mala-sem-alça-e-voz-da-consciência (da semana) 25/07/2012 às 16:41

    Mais uma idéia revolucionária com pretensões de mudar o mundo. Já vi várias, Semana que vem tem outra.

    Morte do amor romântico?! Esse já tá mais do que enterrado a mais de 100 anos. O problema é que o mercado editorial e cinematagrófico, musical vira a mexe ressucita o romantismo e as bobinhas e bobões compram, acreditam e pautam suas vidas afetivas pelo romanti$$$$mo, só que não rola “happy ending”, só a vida continuando mesmo. E é partilhando os momentos felizes – as vezes dificeis de reconhecer – e principalmente enfrentando as tristezas, tempestades é que vocês vão conhecer realmente quem é a pessoa que escolheream para estar do seu lado?

    Quanto ao amor livre, hedonista; Bem, podem seguir os conselhos da tal escritora “genial” e “revolucionária” da semana, se quiserem: Fodam a vontade, trepem a vontade, com quem e quantos vocês quiserem, (preferencialmente sem camisinha, é mais gostoso, esse negócio de AIDS e doença venéria é tudo de mentirinha viu). Mas não confundam isso com amor.

  18. 18 José Pereira Tibúrcio 20/08/2012 às 02:06

    Pensei que eu era de outro planeta, mas essa reportagem me mostra que existe pessoas evoluídas aquí na terra, que não são ” comuns “, como as que se encontra em qualquer esquina com as mesmas propostas que todas as pessoas fazem.
    Morei só depois que me separei oito anos, namorei bastante, sou boêmio e penso exatamente da forma dessa matéria.
    Quando conheço alguém que não consegue nem conversar com naturalidade um assunto desses, nem meu telefone dou, tampouco me permito me aproximar e conhecer a pessoa.

  19. 19 ana souza 21/08/2012 às 00:02

    Não li nenhum livro dela mas acabo de assistir a uma entrevista da Regina no Canal livre..De fato a monogamia pode ser uma hipocrisia mas eu tenho a conviccão absoluta de que o amor romãntico nunca acabará exatamente pq envolve fantasia. O exemplo da sua amiga é fantático , ver com a visão do amor.Para mim isso é lindo, essa capacidade nunca perderemos. Porque não somos exatos precisamos da mistura de tudo e de tudo um pouco.

  20. 20 Victor Hugo P.C. 03/09/2012 às 20:52

    Engraçado o Gld dizer certas coisas. Primeiro: que existem estudos científicos bem claros e densos que demonstram que as relações humanas entre homem e mulher (que são a imensa maioria de casos) são as mais maduras e satisfatórias . Isto não depende somente de valores psicológicos e sociais, mas, entre outras coisas, é condicionante biológico. Oras, isso é tão comum, o normal, que quase ninguém estuda de verdade, ou questiona, é senso comum, não conheço tantos relatos cientificos corroborando o comum e o normal, ao contrário, os maiores estudos que sempre tem sido feitos, são polêmicos justamente porque quebram o senso comum. Cadê a bibliografia dele?
    Segundo: Vcs acham que manifestações de um cineasta possam ser consideradas como conhecimento cientifico?
    Bom, e as manifestações artisticas e culturais ao longo dos séculos, pelos literatos, músicos, que cantaram em verso, prosa, poesia, e romance, que o amor é só entre um homem e uma mulher e é fiel e para a vida toda, não conecimento científico, e tão somente, propaganda? Se você for no velho testamento, vai achar inumeros casos, de infidelidade, traição, decepção do cônjuge, já começa com eva desobedecendo a deus e convencendo adão a fazer o mesmo, de certa forma, quem escreveu a história, já queria jogar a culpa na mulher, como se o adão não fosse homem o bastante não só para decidir sozinho, como para ter uma esposa que confiasse mais em deus, seu criador. E abrão? O patriarca abrão, o cara que começou toda essa história de judaismo. Por acaso a esposa dele, a sua meio irmã, sara, era fiel? Ele por acaso não acreditava em amor liberal? Ou ele não deixou que a sua esposa se casasse com o faraó, e depois com o Abimeleque? Ora abrão deixou sara casar com 2 homens… E no final, como sara não engravidava, a sara mandou abrão deitar com a escrava agar para que ele tivesse um herdeiro… Era um casamento aberto? Era.

  21. 21 brfree 05/09/2012 às 21:11

    Muito bla, bla, bla dito pelos que se julgam expert no amor.
    O amor é o amor, não tem explicação, muito menos científica.
    Aliás, tem ciência sim, e muita: é química, física, biologia, matemática, letras, direito, administração, filosofia, religião, nutrição, artes, música, uma infinidade de matérias que não definem, mas que demonstram, mostram, apontam, traduzem ou tentam traduzir o intraduzível, que é o amor.
    Não há regras, não há imposições.
    Se há algum tipo de escravismo, de hipocrisia, de sei lá o que mais que todos disseram a respeito do amor, massacrando este sentimento mais sublime que possa existir entre duas pessoas (ou mais, por que ninguém é de ferro) é por que nunca amou de verdade
    O amor não pode ser maqueado como muitos aqui o fizeram.
    O amor é livre cada um o sente da sua forma do seu jeito.
    Não se pode teorizar o amor.
    Gente… Pessoas…

    AMEM !!!

    Só assim vocês saberão o que é o amor

  22. 22 Marcelo 10/10/2012 às 15:06

    Talvez essa “raiva” do amor romântico seja um mecanismo de defesa para aquilo que todos querem mas nem sempre conseguem “ah eu nem queria mesmo, por isso não existe isso.”. Acho que você ser estúpido ao ponto de depositar sua felicidade na existência do outro é uma coisa, agora você subjulgar um sentimento tão puro é se permitir embrutecer pelas dificuldades dos relacionamentos naturais da vida.
    Amor libertário? Isso é apenas uma forma egoísta de se viver a vida, como uma criança mimada que quer sempre ter suas necessidades correspondidas, utilizando essa ideia de “Amor libertário” para satisfazer sempre suas necessidades mais íntimas, como se suprimisse o superego dando razão sempre ao ID, é um hedonista.
    Amor romântico existe e é sublime. Talvez os que criticam o amor romântico só estavam esperando demais da pessoa amada, temos que ter um pouco de pé no chão sim, a vida é feita de frustrações e prazeres temos que saber equilibrar os dois.
    Talvez a Regina Navarro Lins precisa voltar a fazer terapia pra rever algumas frustrações na sua vida. Ela tem uma ideia diferente, porém equivocada, e o pior é que utiliza seu “conhecimento” em psicologia para vomitar suas crenças pessoais com o aval e credibilidade de sua formação superior, fazendo com que muitas pessoas a achem “evoluída” só porque contraria o senso comum. Será que tudo que vai contra o moral já estabelecido é necessariamente evolução? Acho que não, essa matéria dela prova que nem tudo que é “revolucionário” é evolução.

  23. 23 John 10/10/2012 às 16:14

    Não vejo problema nenhum no amor romântico. Acreditar e viver um amor sublime e verdadeiro em uma relação monogâmica e ainda sim os dois preservarem suas individualidades é totalmente possível.
    Na verdade o que percebi nesse texto é uma distorção do significado de amor romântico. Quem disse que para você amar dessa forma precisa suprimir sua individualidade e servir exclusivamente ao outro? Duas pessoas evoluídas e maduras podem respeitar suas individualidades, suas virtudes e seus defeitos e se amar intensamente, não vejo porque dicotomizar o amor e o respeito a si, não consigo ver o amor romântico, sublime e mágico, sem respeito a si mesmo e ao outro.
    Acho nesse texto, um discurso camuflado de uma certa simpatia à prática hedonista, e infelizmente o mundo nunca será assim, você nunca conseguirá só ter prazer, e as vezes, para satisfazer seu próprio prazer, pode ferir outra pessoa. Na verdade a nossa real libertação não vai ser quando pudermos fazer sexo com quem quisermos e amar quem quisermos dando liberdade aos nossos desejos como se quem mandasse em nós mesmos fosse os sentimentos e não a razão, a real libertação será quando dependermos menos, dermos menos importância ao sexo e aos impulsos carnais, quando a energia sexual for amenizada e as relações de amor e fraternidade forem mais importante. Sabe o que eu acho? A verdadeira evolução é aquela relação monogâmica onde pessoas lidam bem com suas frustrações e desejos, que sabem canalizar essas energias e não precisam depender tanto do ato sexual.

  24. 24 Ana 02/11/2012 às 10:33

    Acho essa tal de doutora, se é que fez doutorado em alguma coisa, uma frustrada, feia, velha e gorda demais. Por isso prega o amor livre. O seu companheiro deve querer mesmo sair por aí, não o culpo🙂 Ela devia cuidar para que a sociedade não se desintegrasse, cuidando da célula família, para que diminuisse a violência, a banalização da vida e a delinquência. Sou contra essa mulher, sempre. Só escreve coisas vendáveis e devia ser punida, com rigor.

  25. 25 JSM 15/11/2012 às 15:15

    “Punida com RIgor”. Pra mim isso é uma bela demonstração de autoritarismo e censura.
    Acredito nas palavras da Regina, apesar de, como ela mesma disse , não saber qual o modelo dará certo. Isso cada relação deve definir por si própria acredito. No mais, “A Cama na Varanda” traz novas idéias e areja nossas cabeças em relação ao modo como encaramos nossas relações.

  26. 26 SILVIA GONZALEZ 04/06/2013 às 16:10

    Concordo com vc John! A verdadeira evolução é aquela relação monogâmica onde pessoas lidam bem com suas frustrações e desejos, que sabem canalizar essas energias e não precisam depender tanto do ato sexual.


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